GIUSEPPE GAMMARANO
GUSMÃO, DOURADO & BALDASSINI
![]() Edifício Pedro de Magalhães Corrêa | ![]() Edifício Coronel Bueno | ![]() Edifício Guinle |
|---|---|---|
![]() Edifício Ribeiro Moreira | ![]() Edifício Tamandaré | ![]() Espaço Saúde |
A empresa de construção e arquitetura mais importante das décadas de 1920 e 1930 na cidade do Rio de Janeiro foi a Gusmão, Dourado & Baldassini.
Especialista em execução de obras de concreto armado, a firma dos engenheiros Mário Gusmão e Adolpho Dourado Lopes e do arquiteto Augustino Alejandro Baldassini foi responsável entre sua fundação em 1923 e o começo dos anos 1940, por sessenta e duas obras, em todas as áreas da construção civil. Foram chamados de “pseudomodernistas” pois trouxeram inovações ao art déco por influência de Auguste Perret, Le Corbusier e da vanguarda europeia que chegava ao país.
Baldassini foi o nome mais conhecido. Nascido argentino, filho de italianos, foi também artista plástico, embora tenha figurado no Salão de Arte de 1931 na categoria arquitetura. Acredita-se que o primeiro prédio com brise-soleil da cidade, construído na Rua Barão do Flamengo, seja projeto dele. Porém, o insucesso nessa obra teria feito ele arriscar menos, influenciando o rumo da firma às parcerias de arquitetura com destaque à construção em si.
Algumas obras do escritório foram recordes para a época ou apresentaram desenvolvimentos técnicos importantes:
-
Ponte de Herval: maior vão em viga.
-
Edifício A Noite: mais alta estrutura de concreto do mundo e mais alta edificação da América Latina, sendo considerado o primeiro arranha-céu brasileiro, além do cálculo elaborado de ventos.
-
Edifício Rex: estrutura do subsolo do que, estando a três metros abaixo do nível do mar, precisou ser bombeado.
-
Edifício Marcelle: as estacas Franki, nova tecnologia utilizada pela primeira vez na cidade.
-
Teatro João Caetano: impermeabilização inovadora de cimento plástico e asfalto para a fachada (projeto mais elogiado)
-
Edifício OK: primeiro prédio residencial na Av. Atlântica e o primeiro a receber lojas comerciais no térreo.
A experiência acumulada pelo escritório nesse conjunto de obras representava transformações reais e constantes no modo de fazer e construir da época.
[ver FARIA, R., REZENDE, V. (orgs.). O Rio de Janeiro e seu desenvolvimento urbano: o papel do setor municipal de urbanismo. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2017.]
[ver Catálogo de Construções de Gusmão, Dourado & Baldassini LTD Brasil. São Paulo: União Paulista de Imprensa, 1940.]
PROJETOS DA GD&B
-
Edifício A Noite (projeto de Joseph Gire e Elisiário da Cunha Bahiana, tombado no dia 3 de abril de 2013 como Patrimônio Cultural do IPHAN, 1929)
-
Edifício Almirante Barroso
-
Edifício Azteca
-
Edifício Coronel Bueno (1929)
-
Edifício Duque de Caxias
-
Edifício Egito
-
Edifício Guinle (1928)
-
Edifício Hermé
-
Edifício Marcelle
-
Edifício Milton (1929)
-
Edifício Niagara
-
Edifício O Jornal
-
Edifício OK (Edifício Ribeiro Moreira, 1928)
-
Edifício Pedro II
-
Edifício Pedro de Magalhães Corrêa (Associação dos Empregados no Comércio, 1942)
-
Edifício Placido Martins
-
Edifício Rex (projeto de Luiz Fossati, 1928)
-
Edifício Rio Negro
-
Edifício Souza
-
Edifício Tamandaré (1928)
-
Edifício Treze de Maio
-
Albergue da Boa Vontade
-
Arquibancada do Estádio de Regatas do Flamengo
-
Banco do Brasil, sede (hoje CCBB)
-
Espaço Saúde (1929)
-
Fábrica Aziz Nader
-
Fábrica de Cimento Portland de Niterói
-
Fábrica Pirelli (SP)
-
Hangar do Campo dos Afonsos
-
Igreja de Santa Inês
-
Ponte do Rio Jangada
-
Ponte do Rio Piabanha
-
Ponte do Rio Preto
-
Ponte das Garças (Entre Rios)
-
Ponte do Rio Peixe (de Herval)
-
Reforma da piscina do Fluminense F. C.
- Reforma do Banco Boa Vista
-
Reforma do Teatro Municipal do Rio de Janeiro
-
Restaurante Lido
-
Teatro João Caetano (1929)





