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GUSMÃO, DOURADO & BALDASSINI

Edifício Pedro de Magalhães Corrêa

Edifício Pedro de Magalhães Corrêa

Edifício Coronel Bueno

Edifício Coronel Bueno

Edifício Guinle

Edifício Guinle

Edifício Ribeiro Moreira

Edifício Ribeiro Moreira

Edifício Tamandaré

Edifício Tamandaré

Espaço Saúde

Espaço Saúde

A empresa de construção e arquitetura mais importante das décadas de 1920 e 1930 na cidade do Rio de Janeiro foi a Gusmão, Dourado & Baldassini.

 

Especialista em execução de obras de concreto armado, a firma dos engenheiros Mário Gusmão e Adolpho Dourado Lopes e do arquiteto Augustino Alejandro Baldassini foi responsável entre sua fundação em 1923 e o começo dos anos 1940, por sessenta e duas obras, em todas as áreas da construção civil. Foram chamados de “pseudomodernistas” pois trouxeram inovações ao art déco por influência de Auguste Perret, Le Corbusier e da vanguarda europeia que chegava ao país.

 

Baldassini foi o nome mais conhecido. Nascido argentino, filho de italianos, foi também artista plástico, embora tenha figurado no Salão de Arte de 1931 na categoria arquitetura. Acredita-se que o primeiro prédio com brise-soleil da cidade, construído na Rua Barão do Flamengo, seja projeto dele. Porém, o insucesso nessa obra teria feito ele arriscar menos, influenciando o rumo da firma às parcerias de arquitetura com destaque à construção em si.

 

Algumas obras do escritório foram recordes para a época ou apresentaram desenvolvimentos técnicos importantes:

  • Ponte de Herval: maior vão em viga.

  • Edifício A Noite: mais alta estrutura de concreto do mundo e mais alta edificação da América Latina, sendo considerado o primeiro arranha-céu brasileiro, além do cálculo elaborado de ventos.

  • Edifício Rex: estrutura do subsolo do que, estando a três metros abaixo do nível do mar, precisou ser bombeado.

  • Edifício Marcelle: as estacas Franki, nova tecnologia utilizada pela primeira vez na cidade.

  • Teatro João Caetano: impermeabilização inovadora de cimento plástico e asfalto para a fachada (projeto mais elogiado)

  • Edifício OK: primeiro prédio residencial na Av. Atlântica e o primeiro a receber lojas comerciais no térreo.

 

A experiência acumulada pelo escritório nesse conjunto de obras representava transformações reais e constantes no modo de fazer e construir da época.

[ver FARIA, R., REZENDE, V. (orgs.). O Rio de Janeiro e seu desenvolvimento urbano: o papel do setor municipal de urbanismo. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2017.]

[ver Catálogo de Construções de Gusmão, Dourado & Baldassini LTD Brasil. São Paulo: União Paulista de Imprensa, 1940.]

PROJETOS DA GD&B

  • Edifício A Noite (projeto de Joseph Gire e Elisiário da Cunha Bahiana, tombado no dia 3 de abril de 2013 como Patrimônio Cultural do IPHAN, 1929)

  • Edifício Almirante Barroso

  • Edifício Azteca

  • Edifício Coronel Bueno (1929)

  • Edifício Duque de Caxias

  • Edifício Egito

  • Edifício Guinle (1928)

  • Edifício Hermé

  • Edifício Marcelle

  • Edifício Milton (1929)

  • Edifício Niagara

  • Edifício O Jornal

  • Edifício OK (Edifício Ribeiro Moreira, 1928)

  • Edifício Pedro II

  • Edifício Pedro de Magalhães Corrêa (Associação dos Empregados no Comércio, 1942)

  • Edifício Placido Martins

  • Edifício Rex (projeto de Luiz Fossati, 1928)

  • Edifício Rio Negro

  • Edifício Souza

  • Edifício Tamandaré (1928)

  • Edifício Treze de Maio

  • Albergue da Boa Vontade

  • Arquibancada do Estádio de Regatas do Flamengo

  • Banco do Brasil, sede (hoje CCBB)

  • Espaço Saúde (1929)

  • Fábrica Aziz Nader

  • Fábrica de Cimento Portland de Niterói

  • Fábrica Pirelli (SP)

  • Hangar do Campo dos Afonsos

  • Igreja de Santa Inês

  • Ponte do Rio Jangada

  • Ponte do Rio Piabanha

  • Ponte do Rio Preto

  • Ponte das Garças (Entre Rios)

  • Ponte do Rio Peixe (de Herval)

  • Reforma da piscina do Fluminense F. C.

  • Reforma do Banco Boa Vista
  • Reforma do Teatro Municipal do Rio de Janeiro

  • Restaurante Lido

  • Teatro João Caetano (1929)

© 2018 por Filipe Chagas. Criado com Wix.com

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